Stock Car 2016 - Etapa 1 - Corrida de Duplas


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06 00:00:00/03/2016

CORRIDA DE DUPLAS

A Stock Car abre o campeonato 2016 com a tradicional Corrida de Duplas. Esse ano a corrida acontecerá no Autódromo Internacional de Curitiba dia 06/03. De equipe nova, nosso piloto Átila Abreu contará com o apoio de seu parceiro Nelsinho Piquet na briga pela vitória.

Treino Classificatório: Sábado 05/03, às 12h00 (ao vivo no SporTV)
Corrida: Domingo 06/03, às 12h30 (ao vivo no SporTV)

Não deixe de acompanhar e torcer pelo nosso piloto!


COMO FOI O TREINO:

“EU E NELSINHO TEMOS QUE IR PRA UMA PROVA DE RECUPERAÇÃO. E BOTA RECUPERAÇÃO NISSO”, DIZ ÁTILA ABREU

Átila Abreu e Nelsinho Piquet vão precisar remar –e muito– na corrida de duplas que abre a temporada 2016 da Stock Car em Curitiba. Depois de um quali conturbado, no qual o Chevrolet #51 foi punido, com a perda da melhor volta de Átila, a dupla larga em 32º e último lugar neste domingo na corrida que marca a despedida do Autódromo Internacional de Curitiba da categoria.

O primeiro a ir para a pista foi Átila, que faz sua estreia pela Shell Racing na capital paranaense. Ele registrou a melhor volta com 1min19s692 e ficou em 14º entre os competidores regulares da categoria. Mas foi punido com a perda da melhor volta, de maneira que acabou computado apenas seu giro de aquecimento, na casa de 1min30s.

Isso dinamitou as chances da dupla de repetir a pole de 2015.

A seguir veio o campeão mundial da FIA Fórmula E, que percorreu cinco voltas lançadas e registrou 1min19s728 como melhor giro. Piquet foi décimo entre os convidados.

“Eu e Nelsinho teremos que fazer uma corrida de recuperação… E ponha recuperação nisso”, disse Átila Abreu. “Será preciso escalar o pelotão e quem sabe uma chuva possa dar uma melhorada. Não foi um bom dia, evoluímos o carro nos treinos mas para a tomada o equilíbrio ficou longe do ideal, com o carro muito difícil de guiar. Tentei extrair um pouco mais e acabei indo para a grama. Uma pena começar assim com a equipe nova. Espero que o azar do ano tenha ficado aqui”, completou o sorocabano.

Já Nelsinho Piquet lembrou que sua missão em Curitiba é “vir aqui para ajudar o Átila”. O brasiliense inclusive se disse pronto para sacrificar sua participação, a terceira vez consecutiva na corrida de duplas em parceria com o vice-campeão da Stock Car em 2014.

“Vamos sair de trás da fila… É uma corrida que quase não vale pontos e não dá para fazer muita coisa da posição em que a gente está. Então é o critério da equipe o que vão querer fazer em termos de consumo de pneus, porque o pneu que usarmos aqui o Átila vai carregar para o resto do campeonato”, observou Nelsinho.

Assim como Átila, o convidado sentiu o carro um tanto arisco na tomada de tempo. “Achei o carro ok. Minha volta não foi perfeita, e o carro também não estava perfeito, então tinha margem para ser melhor. Mas creio que mesmo se tivesse dado tudo certo para o Átila acho que a gente ia ficar talvez em décimo ou 11º, o que não era nosso objetivo.”

A corrida de duplas terá 65 minutos mais uma volta de duração. Átila vai largar, com Nelsinho assumindo o Chevrolet #51 na parada dos boxes.

COMO FOI A CORRIDA:

ÁTILA E PIQUET CONQUISTAM 25 POSIÇÕES NA STOCK CAR E TERMINAM EM SÉTIMO

Sob o comando de Átila Abreu e Nelsinho Piquet, o Chevrolet #51 foi o carro que mais posições conquistou na corrida de duplas que marcou a abertura da temporada da Stock Car em Curitiba.

A dupla da Shell Racing avançou de 32º e último lugar no grid para sétimo na bandeirada, após 46 voltas, numa performance que levantou a arquibancada na despedida do Autódromo Internacional de Curitiba da principal categoria do automobilismo nacional.

“Foi muito melhor que a gente imaginava”, resumiu o sorocabano. “É óbvio que a corrida de duplas é sempre muito confusa, mas sabendo que a gente largava em último, achávamos que terminar entre os 15 já seria um bom resultado. Então optamos largar com o pneu mais velho disponível e tentar entender o acerto. Mas, para nossa surpresa, o pneu aguentou e o ritmo era muito bom”, comentou Átila.

Logo na primeira volta o sorocabano, titular do carro, passou cinco adversários. Na décima volta, dez já haviam ficado para trás.

Átila então poupou equipamento, mas assim mesmo estava entre os cinco carros mais velozes do traçado. Assim que foi aberta a janela para pit-stops, aos 35 minutos de prova, o vice-campeão de 2014 entrou no box em 18º.

Depois de um belo trabalho no reabastecimento e sem trocar pneus na parada, Nelsinho Piquet avançou para 16º quando a janela de paradas obrigatórias foi fechada.

“Especialmente quando ficaram os convidados, o Nelsinho conseguiu fazer uma boa diferença e então avançamos mais ainda. Ganhamos posição no pit, com um bom trabalho da Shell Racing. E acho que foi um conjunto de tudo. A equipe toda está de parabéns e sem o problema de ontem lógico que pensamos que daria para brigar pelo pódio. Foi um bom sinal e o que mais me deixou contente foi ver que teremos um bom ritmo de corridas ao longo do ano, para conseguir ótimos resultados e brigar pelo título, que é nosso objetivo”, acrescentou Átila.

O campeão mundial da FIA Fórmula E passou um concorrente logo ao deixar os pits, então houve a primeira intervenção do safety-car, na volta 25. Na relargada da 28, o equipamento da Shell Racing mostrava boa performance, permitindo a Piquet assumir o 14º lugar na volta 30.

Dois giros depois –e duas posições à frente–, novamente foi acionado o carro de segurança.

Na 36ª volta Piquet conseguiu boa relargada novamente, duelando com o Chevrolet #10 da Shell Racing. A dupla de convidados avançou decidida a entrar nos pontos, numa bela disputa. Piquet chegou a ultrapassar Laurens Vanthoor na volta 39, mas foi na seguinte o campeão mundial do FIA GT devolveu.

Mesmo duelando entre si, os dois eram mais rápidos e seguiram escalando o pelotão até a volta final, realizando a ultrapassagem final sobre o carro #21.

“É óbvio que quanto mais adversários fomos passando ao longo da corrida foi melhor. Mas no final da prova você sempre fica mais motivado, especialmente quando vai chegando perto dos pontos. E, óbvio, quando você vê um concorrente contra o qual costuma disputar nas pistas e consegue, mais uma vez, botar na conta uma ultrapassagem, é sempre um sabor especial”, observou Piquet.

A exemplo do amigo e anfitrião, Nelsinho também destacou o trabalho em equipe e a força de recuperação mostrada pelo Chevrolet #51 em Curitiba.

“Para ser bem honesto, depois da classificação ontem eu fiquei desanimado pela situação. Sei que sair de último é coisa de corrida, que isso acontece, mas num campeonato tão competitivo como este largar de último e terminar entre os dez primeiros é praticamente impossível. Mas a equipe fez um ótimo trabalho, o Átila foi muito cauteloso no início sem acabar com os pneus e me entregou o carro inteiro. O pit-stop foi muito bom e conseguimos, com calma, ganhar as posições pouco a pouco. Tentei guardar os pushes pro final da corrida e tive ainda umas belas brigas com o Vanthoor no final, quando foi preciso tomar um pouco mais de cuidado já que não queria correr o risco de colocar o companheiro de equipe para fora. Foi muito bom, porque mostramos que não importa a condição em que estamos é sempre possível brigar até o final e mostrar garra a corrida inteira”, disse Piquet.

Átila finalizou frisando que a jornada de Curitiba anima todos do seu box para o restante do ano, mesmo saindo da despedida do autódromo a uma posição dos pontos.

“Tenho que agradecer a todos da Shell Racing pelo primeiro contato numa corrida, que foi muito motivante e nos anima para a temporada. Levantou o box o pega do Nelsinho com o Vanthoor no final. E o Nelsinho novamente mostrou um ótimo trabalho, trouxe o carro para casa e já está novamente convidado para o próximo ano”, finalizou Átila.

A próxima etapa da Stock Car acontece dia 10 de abril no Velopark. Já o próximo compromisso de Piquet Jr é no sábado que vem, para o ePrix da Cidade do México, a primeira corrida da FIA Fórmula E a ser disputada em um autódromo.

 

Stock Car – Curitiba – Corrida de Duplas (top10):

  1. Marcos Gomes e Antonio Pizzonia
  2. Allam Khodair e Antonio Felix da Costa
  3. Ricardo Mauricio e Guilti e Luiz Razia
  4. Diego Nunes e Dennis Dirani

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